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21/06/17
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Casal decide: “Sexo só depois do casamento”

Gabrielly Mendes, de 20 anos, estudante de engenharia e arquitetura e o profissional de sistema da Informação, Caique Leon, de 24, formam um apaixonado casal há pouco mais de 4 anos e 9 meses. Eles fazem parte de um grupo de pessoas que resolveu abrir mão do sexo durante o namoro e “manter a santidade” até o casamento.

Depois de um ano que a gente começou a namorar estava ficando bem difícil de manter a santidade e não transar. Ela teve uma revelação com Deus e chegou comigo e falou que não queria mais me beijar. Eu nunca tinha namorado, mas já tinha ficado com outras garotas. Para mim era normal beijar, eu tinha o meu limite. Mas, estava ficando difícil porque estávamos criando muita intimidade. Eu fiquei bem chateado. Perguntei: ‘Como que Deus fala só pra ti e não comigo’”, brincou Caique.

A decisão de esperar pelo casamento está certo, mas o casal afirma que o desejo se faz presente na rotina.

Nos primeiros dias foi bem ralado. Mas, aí parei para pensar que a base do nosso relacionamento não é isso [sexo], é o companheirismo. Aceitei e ficamos dois anos sem nos beijar. Já teve dias que não fui pra casa dela, e falei que não ia porque se não ia agarrá-la. Já desmarcamos cinema. Tem várias formas [de driblar a vontade], eu foco em ler a bíblia, estudar”, disse Caique.

Caique enxerga o sexo como o ápice da intimidade entre o casal. “Eu não queria ter esta experiência com qualquer pessoa. Eu não quero me relacionar intimamente com uma pessoa que não conheço. Querendo ou não, é uma ligação. Você fica apegado a aquelas pessoas”, acrescentou o jovem.

Após o casamento, que está previsto para 2018, Gabrielly e Caique planejam tornar-se um casal “dito normal”. “[O sexo] É um presente de Deus. Então, quando a gente casar vai poder fazer a vontade, não vai existir nenhuma regra para isso”, disse ela.

Nossos pais curtiram. Meus pais são apaixonados por ele, porque antes eu era muito ‘vida louca’, fazia muitas besterias. Nossos pais apoiam muito o nosso casamento. Eles sonham junto com a gente”, disse Gabrielly. Por outro lado, os amigos de Caique brincam bastante com a situação: “O mais zuado sou eu, no trabalho”, relata ele.

Mas vocês devem estar se perguntando: “E a história deles?”

Pois bem, vamos voltar um pouco… Ela contava os dias para completar a 15ª primavera e ele já beirava os 20 anos, em 2012, quando se conheceram. Foi amor à primeira vista, logo no primeiro dia de aula de teatro que fizeram juntos.

Nesse dia eles se falaram pela primeira vez. Ou melhor, os personagens. De um lado, uma encantadora “mestre” na arte da sedução. “Ela interpretou uma garota de programa, que tentou me seduzir. Mas não dei muito certo não, a sedução ‘estava miada [fraca]’. Não me convenceu o personagem, prefiro ela do jeito que é”, declarou Caique.

Se a química não rolou no palco, por trás das coxias não faltou afinação entre os jovens. Gabrielly, Caique e o amigo Marlon viveram uma espécie de releitura dos “três mosqueteiros” e não se desgrudavam. Cinema, teatro, ensaios na casa da jovem, tudo eles faziam juntos. Apesar da torcida ser grande para que os jovens enxergassem o óbvio, o início do namoro se estendeu por muitos encontros. “Eu não tinha nenhuma segunda intenção com ele, nenhuma. Eu dizia que era profissional.

O famoso PRIMEIRO BEIJO aconteceu na sala de cinema, em um dia que o amigo do casal não apareceu e eles ficaram sozinhos. . “Eu beijei ele. Já tava chegando perto do final do filme e eu pensava ‘gente ele não vai me beijar’. Estávamos abraçados. Depois do cinema ele quis segurar na minha mão, mandou mensagem pra mim, mostrou-se interessado”, disse ela.

Após o primeiro beijo, e algumas boas experiências frequentando a igreja do namorado, que é evangélico, Gabrielly – de uma família católica não praticante – se converteu. Seguiram-se então 365 dias de uma relação “dita normal”. Com direito a pedido oficial de namoro, abraço, selinho e beijo. Até que uma revelação divina mudou a vida do casal que optou guardar o sexo somente para depois do casamento.

Diferente de Caique, Gabrielly já tinha tido uma experiência sexual. Mas, o casal queria guardar esta experiência para depois da confirmação oficiais dos votos.

Pelo fato da gente ser cristão, a gente guarda o sexo para o casamento. Nunca tivemos relação. Só que ele é virgem e eu não sou. E estamos trabalhando isso durante esse tempo e nunca aconteceu nada. A gente tem tentado manter a nossa santidade”, disse Gabrielly.

A namorada também se dedica aos estudos e a palavra de Deus, para mudar o foco. “Mas tudo com cuidado, porque antes não sabíamos os nossos limites e agora já temos esse auto conhecimento. A gente é muito claro um com outro, tem dias que fica difícil. A gente abre o jogo”, disse a jovem.

“É aquilo que a gente acredita. A gente acredita muito na bíblia, muito em Deus. A gente sabe que a vontade de Deus é boa, prefeita e agradável pra gente. A vontade original de Deus para todas as pessoas em geral. A Bíblia fala sobre isso, e fala que não mudou. O que era há dois mil anos atrás vale mesmo para sociedade de hoje que está tão diferente. Ele [Deus] que criou o sexo, o sexo não é uma coisa imunda. Ele deu de presente pra gente, mas ele deu de presente dentro do casamento. A Bíblia fala sobre isso”, acredita Gabrielly.

Para manter uma relação desta natureza a confiança e o respeito tem sido a base. “ O segredo do nosso relacionamento é a comunicação. A gente fala tudo um pro outro, coisa que a gente sente de bom ou ruim. Eu me abro totalmente pra ela, assim como ela se abre totalmente pra mim”, finaliza Caique.



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